de 30/11 a 02/12/2020

X Mostra de Performance

NEGRÍNDIOS - IMAGEM, CORPO, VIOLÊNCIA E (RE)PRESENTAÇÃO

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Texto Curatorial

Por Ricardo Biriba e Wagner Lacerda

Laroyê! Benção meus mais velhos, benção meus mais novos. Mukuiu pra quem é de mukuiu, Kolofé pra quem é de Kolofé, Motumbá pra quem é de Motumbá. Que soem os atabaques, maracás e adjás, iê! Invoquemos as Encantadas (os), Mestras(es) juremeiras, caboclas(os), e Orixás! Adupé! Saudemos os Caciques, Xamãs, Pajés, Tuxauas: - Xêtruá! Xeto maromba Xeto! Iyás e Babalorixás, Mo júbà! Zumbis, Dandaras, Guajajaras e Marielles, Agô! Àṣẹ!

A X MOSTRA DE PERFORMANCE NEGRINDIOS - IMAGEM, CORPO, VIOLÊNCIA E (RE)PRESENTAÇÃO se trata de um evento virtual aberto ao público externo à UFBA, especificamente artistas visuais, performers, dançarinos, atores, músicos e artistas de um modo geral. A Mostra será composta por: exposição de fotoperformances, vídeosperformances e teleperformances; palestras e conferências de pesquisadores convidados, giro de conversa com artistas integrantes da Mostra. O local da sua realização se dará em plataforma virtual no período de 30/11 a 02/12/2020 e deverá ser transmitida ao vivo nas redes sociais como Facebook e YouTube.

NEGRINDIOS, Imagem, Corpo, Violência e (Re)Presentação propõe discutir a produção artística como insurgências contemporâneas, que tomam como referência o estado de violência impresso pelo "trauma colonial”, machista, racista e misógino que assolam a sociedade. Pretende problematizar o corpo negro e indígena como corpo político marcado pela memória e história do etnocídio aos povos originários e ao escravismo "afro atlântico” nas terras Brasilis.

Corpos “Negrindios" desafiam outros sentidos de existência, distintos daqueles que lhes são impostos pela perversidade sistêmica globalitarista, herdada do processo colonial branco. Esse trauma permanente encontra na arte da performance, o lugar de expressão do corpo social, político e crítico manifestado como sujeito de (re)presentação, circulação de imagens e ação “contraestéticas" "artevistas", agregadores de significados e questionadores do contexto atual. Somos NEGRINDIOS: vidas negras e indígenas importam. “Precisamos compreender a nação brasileira como Tupi Guarani, Tupinambá, miscigenada com Bantus, Malês, Yorubás, Nagô, Jejes, Fons, Ewê e Fanti Ashanti” - conforme define Kabengele Munanga (2009) sobre as fontes do Brasil contemporâneo.

Em seu livro A queda do Céu, Davi Kopenawa nos questiona: "Gostaria que os brancos parassem de pensar que nossa floresta é morta e que ela foi posta lá à toa. Quero fazê-los escutar a voz dos Xapiri, que ali brincam sem parar, dançando sobre seus espelhos resplandecentes. Quem sabe assim eles queiram defendê-la conosco? […] Eu, um Yamomani, dou a vocês, os brancos, esta pele de imagem que é minha”. Ailton Krenak, em Ideias Para Adiar o Fim do Mundo, nos alerta: "Como que ao longo de dois mil ou três mil anos nós construímos a idéia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência?"

A universidade como lugar de articulação política de saberes e conhecimento científico, e a X Mostra de Performance como um de seus inúmeros eventos, propõe (re)contextualizar, (re)significar, (re)acionar, (per)formar e (re)performar o "perspecticídio" que nos deixa mudo, surdo e cego diante da violência que nos rodeia, potencializando os espaços destinados à arte com ações que movam o pensamento acadêmico eurocentrado. Acender as marcas do corpo "NEGRINDIO" artístico, poético e político que quer falar, mas deseja ser ouvido, transformando estes espaços em um campo de interatividade, dúvidas, embates, consonâncias, reflexões, resistência, (re)existência, “subversividade” e “pluriversidade”.

A X Mostra convoca todos os que acreditam na potência das formas de expressão da arte do corpo a se manifestarem, ética e esteticamente, com discursos poéticos/performativos em resposta às nossas questões pessoais/sociais. Pretende também, consolidar a construção de um coletivo artístico amplo, combativo e atuante que vem se formando desde a I Mostra. Convida a uma vivência NEGRINDIA como entrecruzamento de saberes e lugar de superação da “enfermidade colonial”. Propõe ainda ser um espaço permanente de "Arte de Ação" com estratégias de enfrentamento, resiliência, coexistência e (re)existência na “cena contemporânea” - parafraseando Milton Santos, “desses que são descendentes na contemporaneidade dos nossos mais importantes ancestrais Negros e Índios”.

Confira a Programação da X Mostra de Performance!

A X MOSTRA DE PERFORMANCE NEGRINDIOS - IMAGEM, CORPO, VIOLÊNCIA E (RE)PRESENTAÇÃO se trata de um evento virtual aberto ao público externo à UFBA, especificamente artistas visuais, performers, dançarinos, atores, músicos e artistas de um modo geral. A Mostra será composta por: exposição de fotoperformances, vídeosperformances e teleperformances; palestras e conferências de pesquisadores convidados, giro de conversa com artistas integrantes da Mostra. O local da sua realização se dará em plataforma virtual no período de 30/11 a 02/12/2020 e deverá ser transmitida ao vivo nas redes sociais como Facebook e YouTube.

Galeria de FotoPerformances

Transmissões ao vivo da X Mostra de Performance

SEGUNDA-FEIRA

TERÇA-FEIRA

QUARTA-FEIRA

Galeria de VídeoPerformances

Segunda-Feira

30/11/2020

Negríndio, Imagem, Violência e (Re)presentação

Caboclo Pena Branca

Jaime Figura Performance

Jaime Figura - Homenagem

Terça-Feira

01/12/2020

Xavante Cósmico

Victos Venas

Kuhin

Alba Vieira

DES(AMAR)RAR Jhuli

Juliana Oliveira de Souza

Vidas Negras Importam

Rita Marques

Memória Corporal - Dança da Rainha

Iasmim Alice da Silva

DANDARA

Anderson Santana

Boitatá

Alba Vieira

ALVEJAMENTO

Vinícius Souza e Marcos D'Sá

Eu raiz

Fernanda Ferreira

Bó Iemanjá

LUZ X

Cá Comigo

Gio de Oliveira

Banguê

Val Ribeiro

Infestação

Lela Queiroz

Quarta-Feira

02/12/2020

quiZera aos Pés do Caboclo

Arthur Scovino

Sobra viva

David Balt

Kalunga

Tamirys O'hanna

A Morte de Nanã

Daniela Pessoa

Sufocamento Enquadrado

Nelson Bruno Delfino

Homem/Boi; Vida/Morte... Transmutações de Mim

Marcos Braga

Arde, sangra e não morre

Rodrigo Pedro Casteleira

Retomada

Isabel Figueira

Mostra de Performance

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